Bienal do Livro Bahia 2024: novidades do primeiro dia

LITERATURA

Por Iumara Rodrigues

A Bienal do Livro Bahia começou oficialmente na manhã da última sexta-feira (26) no Centro de Convenções Salvador. A cerimônia de abertura contou com as presenças do prefeito Bruno Reis e do escritor Itamar Vieira Junior e de estudantes da rede pública de ensino, escritores, autoridades e um público diverso.

Com o tema “As histórias que a Bahia conta”, o primeiro dia debateu, entre outros temas relevantes, a escrita feminina no painel “O feminino a partir da escrita e do discurso”, com Luana Assiz, Preta Letrada (Camila) e Camila Oliveira. No papo descontraído e sério ao mesmo tempo, as participantes trouxeram pontos de vista sobre o rótulo de frágil voltado ao feminino e sobre a revolução feminina no trabalho. Escravização, racismo, educação e família nortearam a pauta.

No painel “Qual Bahia?”, Itamar Vieira Júnior (Torto Arado, Doramar ou a Odisseia e Salvar o Fogo) e  Luciany Aparecida (Mata Doce) narraram os bastidores de suas carreiras, criações e  referências literárias. Aparecida relata que ‘Mata Doce’ surgiu de um  diálogo com o tio. “Não é simples ser mulher escritora no interior da Bahia. O que me sustenta é o retorno de quem lê. Quando uma pessoa diz ‘li seu livro’ essa pessoa me devolve vida”, confessou a escritora. Antecipou que a trama do próximo livro se passa no Vale do Jiquiriçá, interior da Bahia, onde ela nasceu. Lá existiu uma  fábrica de tecidos no século 19. E a história gira em torno de uma mulher vendedora de tecidos. Com o pseudônimo de Ruth Ducaso, publicou também ‘Contos ordinários de melancolia’ e a novela ‘Florim’. ‘Mata Doce’ é o seu primeiro romance.

Itamar Vieira Júnior contou que a relação dele com a escrita surgiu na infância ao ler ‘O caso da borboleta Atíria’, de Lúcia Machado de Almeida. “Escrever é estar vivo”, completou Itamar numa referência a  uma citação de Clarice Lispector. O autor baiano é vencedor do Prêmio Jabuti e do Prêmio Oceanos. Recentemente, a edição francesa de Torto arado (Charrue tordue, publicada lá pela Editora Zulma e traduzida por Jean-Marie Blas de Roblès), foi anunciada como a vencedora do Prêmio Montluc Rèsistance et Liberté.

A Bienal do Livro Bahia segue até o dia 1º de maio, próxima quarta-feira. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site oficial do evento: www.bienaldolivrobahia.com.br e na bilheteria física no Centro de Convenções Salvador. A entrada custa R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia).

 

 

 

 

 

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